Demanda do consumidor por crédito sobe 7,8% no 1º semestre, diz Serasa

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A demanda do consumidor por crédito cresceu 7,8% no primeiro semestre de 2019 comparado ao mesmo período de 2018, de acordo com o Indicador Serasa Experian. Apesar da alta, a subida registrou um ritmo abaixo do observado na primeira metade do ano passado, quando a procura por empréstimos aumentou em 11,1% ante 2017.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, a alta da inflação no primeiro trimestre, puxada principalmente por alimentos e combustíveis, inibiu o ritmo de crescimento do indicador. "O movimento fez com que as famílias optassem por priorizar pagar as contas domésticas, em vez de buscar crédito", disse.

Conforme o especialista, a demanda começou a se aquecer mais a partir de abril. A busca por crédito teve a maior melhora em junho, quando a inflação foi de 0,01%, o menor patamar do ano. "Com isso, as pessoas se sentiram mais confiantes para procurar por crédito e a alta registrada em junho foi similar ao mesmo período de 2018, de 9,8% e 9,9%, respectivamente", comentou.

A pesquisa mostra ainda que a região Sudeste apresentou o menor crescimento na demanda por financiamento em seis anos. A taxa foi de 5,3%. No ano passado, na primeira metade, o consumidor demandou 9,8% mais crédito na comparação anual.

No Centro-Oeste, o consumidor aumentou a procura em 13,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, maior alta, seguido pela região Norte, com 12,1%; Nordeste, com 10%; e Sul, com 8,2%.

De acordo com os dados da Serasa Experian, na comparação com o acumulado dos primeiros seis meses do ano passado, a demanda por crédito apresentou variações positivas em todas as faixas de renda.

Houve um aumento de 8,3% para quem recebe até R$ 500 por mês e de 9% para quem ganha entre R$ 500 e R$ 1 mil mensais. A alta entre os que recebem entre R$ 1 mil e R$ 2 mil por mês foi um pouco mais modesta, de 7,1%.

Nas rendas acima de R$ 2 mil, a procura por crédito foi semelhante. Para a faixa de renda entre R$ 2 mil e R$ 5 mil mensais a alta da demanda foi de 6,5%. No intervalo de R$ 5 mil e R$ 10 mil por mês e para quem ganha acima de R$ 10 mil, houve crescimento de 6,1%.