Inadimplência deve crescer para empresas de todos os portes, indica Boa Vista

Precisão

inadimplência entre empresas de todos os portes deve crescer ao longo de 2019 na comparação com a projeção realizada no 1º trimestre do ano, apontou a nova pesquisa da Boa Vista. Essa percepção é maior entre os pequenos e médios negócios, cujos respondentes saltaram de 16% para 30% (14 pontos percentuais de crescimento), e de 4% para 14% (10 pontos percentuais de crescimento), respectivamente.

Para 52% das pequenas empresas, o nível de endividamento diminuiu entre abril e junho, parcela que cresceu 14 pontos percentuais ante o trimestre anterior.

Já para empresas de outros portes, a percepção de endividamento aumentou, em especial entre as de médio porte, com 13%. 

Ainda de acordo com a pesquisa da Boa Vista, a perspectiva para novos investimentos teve uma queda entre as micro e pequenas empresas no segundo trimestre, de 62% para 50% e de 64% para 52%, respectivamente.

Por outro lado, quando o assunto é em qual área investir, mais de 44% das micro e pequenas empresas responderam que pretendem desenvolver na área Pessoal e Força de Trabalho. Entre as médias empresas, somente 14% pretendem investir nessa mesma categoria contra 66% no primeiro trimestre. Entre as grandes empresas, o percentual saltou de 41% para 67%.

Na relação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2019, a perspectiva de crescimento no faturamento caiu para empresas de quase todos portes, exceto para pequenas.

A baixa mais forte foi registrada nas médias empresas: no primeiro trimestre, 72% acreditavam que o faturamento iria crescer. No segundo, o percentual registrado foi de 43%. Por outro lado, a perspectiva de crescimento no faturamento entre as pequenas empresas saltou de 64% para 70%.

Neste segundo trimestre, empresas de todos os portes registram uma intenção mais acentuada em não obter crédito. O destaque ficou para as pequenas e médias, com 55% e 57%, respectivamente.

Entre as que pretendem demandar crédito, 53% das micro e 46% das pequenas empresas responderam que o principal motivo será para realizar novos investimentos até o fim de 2019, também o principal motivo das grandes (56%). Já para as médias, a maior parte (67%) disse que pretende pagar empréstimos e credores.